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Do mal o menos

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

O Encalhanço 



Quando duas pessoas se conhecem e se atraem na idade adulta é sinal normalmente de problemas.
Já cada um tem as suas experiências, os seus medos; modos de pensar e estar próprios, que podem não coincidir.
E inicia-se uma batalha emocional interior e/ ou exterior também.

Primeiro encontro;
- empatia;
- o que dizer?
- qual a desculpa para o segundo?

Segundo encontro;
- se combinado previamente óptimo;
- se não inicia-se a ansiedade. Quando telefonar? Ainda não me ligou… será que ainda está a fim? E do que é que estará a fim?

Isto porque as pessoas não se conhecem, e por isso, não sabem o que querem e se querem com aquela pessoa. Ponderando bastante a atitude do outro. Se juntarmos o medo de se exporem e a insegurança, temos a sopa completa. E as acções ficam imediatamente dependentes das acções do outro.
Tornam-se reactivas;
- fez-me isto, então faço aquilo;
- se não fez também não faço;
- etc, etc, etc.

E antes de haver relação já há inimizades. I.e. encontros que antes de terem progredido para possíveis relações já os intervenientes são inimigos uns dos outros. E ficam-se pelo começo.

Qual será a solução, então?

Embora o outro não reaja exactamente como queiramos, tentar não ripostar.
Dominar a ansiedade.
Deixar fluir.
Agir em vez de reagir.
Dar antes de receber.
Encarar o fracasso naturalmente.
Se encararmos o fracasso tal como o sucesso deixamos de ter medo e não condicionamos as nossas atitudes.


A eterna repetição dos começos com pessoas diferentes tem o dignissimo nome de ENCALHANÇO.

Comments:
Sobretudo é preciso colocar os medos de lado e acreditar... eu sei que é dificil mas não existe solução melhor. Se n funcionar fica-se magoado... nada com que nunca tenhamos lidado. E se funcionar? Pois é, o "prémio" vale a pena o risco.
*A
 
Encalhada?
 
Ora aí está uma grande verdade.....somos demasiado reactivos, deviamos agir de consciência e fazer o que gostariamos que nos fizessem ao invés de dar-mos sempre o troco.
Gostei da reflexão!
 
Amiga, sempre vivi a vida com reflexões q.b. mas sem medos e sempre mas sempre com muita paixão. Será por isso que não me identifico com o teu post? Da minha (nova) janela, aquele abraço!
 
Bons conselhos.
 
concordo com o teu penúltimo parágrafo.

acho que falas de pessoas "na idade adulta" e não de pessoas adultas.

pelo que vejo, há muito mais pessoas "encalhadas" em relações (que não querem, em rotinas de que não gostam, com pessoas que já nada lhes dizem...), do que as que conhecem novos começos e assumem que se vivem sós é porque o "nós" verdadeiro/duradouro (ainda) não aconteceu.

estou neste último grupo e depois de várias relações, (curtas, longas, profundas ou nem por isso...) acredita que nesse aspecto da minha vida não só não me sinto encalhado como enriquecido e solto para o que vier, sem complexos nem equívocos...

o problema muitas vezes é as pessoas quererem resolver na relação coisas que têm que resolver sózinhas...
o problema é as pessoas misturarem tudo, serem cobardes e culparem o outro por questões que são iminentemente suas.
o problema são as dependências (que não de amor...)

mas isto seria uma longa e interessante conversa com vinho e brindes a acompanhar!

beijinhos amigos.
 
Uma visão pessimista do que pode vir a ser uma paixão, um amor...
Quando se consegue "curtir" a espera, a ansiedade (no fundo, o jogo da sedução), é tudo uma delícia!!
 
Há os que têm medo de amar, medo do amor, medo de tentar, medo de esperar, medo de não gostar, medo de repetir, medo de sentir, medo de ousar, medo de dar, medo de ser deixado(a)... eu diria que o encalhanço tem como base o medo.
Mas se nunca tentarmos, nunca iremos saber se daria certo não é? Beijos, Betty :)
 
tens toda a razão Montellano. só ficamos na duvida é se é espera/ sedução ou desinteresse. gosto da sedução bem gerida. q.b. se não acabas por te desmotivar com tanto adiamento e espera do que nem sabemos se vai acontecer. faz parte da sedução o não ser explicito mas implicito. mas avançando sempre. nem todos sabem este jogo. por isso mutas vezes sou mal interpretada. como desinteressada.
 
folhas de mim. grande verdade!
 
jorge. gosto da tua maneira de ver as coisas. coincide com a minha. para além de estarmos em fases parecidas de vida. o termo encalhanço é extremista. mas acho que já sabes que sou uma pessoa de extremos ;-)
 
Ora bolas, descobri que estou metido num grande encalhanço.

O que tu dizes é pertinente as soluções é que não me convencem.
O mal de ser maduros é que deixamos de ser ingénuos e sem alguma dose de ingénuidade os namoros tornam-se terrivelmente previsíveis.
Que piada tem saber os passos todos? Conhecer os truques, perceber as indirectas subtis, ler as intenções mal disfraçadas?

O combustível da paixão é a espectativa, o desconhecido (do outro e de nós). O que nos faz seguir um caminho é acreditar piamente que ele nos vai levar ao paraíso do leite e mel. Coisas da inocência...

O encalhado
 
Sim senhora, bla, bla, bla e está bem, parece uma crónica da Isabel Leal;)
Vai ao meu blog ver os lindos, é só escolher (risos...) Vai lá ver, apesar que já sei que escolhias o Mark Ruffalo, ou não?
Sugestões também se aceitam, mas não vale portugueses, como o teu amigo dos "olhos".
Beijinho da mãe.
 
Não pude deixar de sorrir com o teu texto. Encerra algumas verdades. Mas nada como uma boa dose de loucura e paixão para acabar com algumas delas! Um beijo.
 
Encalhanço? Tem remédio.
É só esperar que a maré mude.
;-)
 
Quando se é mal interpretada, é porque não há sintonia com o outro. Logo, parte-se para outra!
 
Gostei bastante do teu post. Acho que tens uma excelente visão da problemática "encalhanço". Acima de tudo, acho que há que superar os medos, não programar as respostas e respirar fundo e deixar ir... Beijos
 
mais um termo importado do Brasil mas lá é apenas utilizado para as mulheres (encalhada, ninguem lhe pega!). acho que essas inimizades de que falas são sentidas pelas pessoas com mentalidade perversa. na ignorância e pela insegurança que ela transmite, decidem assumir juizos de valor negativos e acabam por não ir em frente. eu tb os tive há bem pouco tempo mas preferi pensar que eram apenas mal entendidos e dei segunda oportunidade. pena que sejam precisas duas pessoas com a mesma atitude, ela decidiu assumir essas tais inimizades como verdades absolutas....
 
venho agradecer o realce,
e deixar outro beijinho.
 
mas temos de tentar, não é? Um dia há-de ser!!
 
Pois, o medo, eterno inimigo do comum dos mortais. Não é a idade mais ou menos madura que equaciona necessariamente os comportamentos. Aquilo em que acreditamos não tem idade e isso,sim, condiciona indubitavelmente as atitudes e comportamentos. As coisas resultam ou não, dependendo do grau de condicionalismo com que carregamos as nossas preferências. Daí que...
 
o encalhanço é a ausência de começos. a repetição de começos pode não ter nada a ver com fracassos mas ser apenas uma opção :)
 
Alarvo um beijinho para ti.
Sopeiro, na muche ;-)
 
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