<$BlogRSDURL$>

Do mal o menos

domingo, junho 26, 2005

Solidão 



Se conhecermos o que esta por trás da maior parte das pessoas de hoje, chegamos a conclusão que sofrem de solidão [a angustiante sensação de estar só e desamparado].
Há vários tipos de solidão.
A solidão com amigos que já nada têm a ver connosco e como tal já não nos acompanham em nada.
A solidão sem amigos porque outrora dedicámo-nos a alguém ou algo e esquecemo-nos de quem nos rodeava.
A solidão solitária de não termos ninguém ao nosso lado para amar e ser amado.
A solidão acompanhada de não amarmos e de não sermos amados por quem escolhemos ter ao nosso lado.
A solidão involuntária que o destino nos impõe, para que revejamos a nossa vida.
A solidão do vazio deixado por quem já não volta.

Nos dias de hoje o normal é as amizades por telemóvel; os mails sem conteúdo; as conversas com estranhos na net; ter as estantes repletas de livros com visões do mundo e pensamentos que de tão positivos tornam-se utópicos e impraticáveis, aumentando assim a frustração que já tínhamos antes de os ler.

As outrora simples idas ao supermercado, museus, discotecas, bibliotecas, ginasios e outros lugares públicos, tornaram-se meios de conhecimento. Procura-se desesperadamente situações "casuais" [que pareçam o mais normal possível] por considerarmos bizarra a abordagem a/por estranhos sem um "motivo justificável". Mas, ironicamente, enfiamo-nos em salas de chat, legitimando este tipo de conhecimento.

Cada vez mais fazemos parte dum mundo isolado, repleto de interesses só nossos. Onde só contamos connosco. Sem ninguém com quem partilhar e gozar aquilo que verdadeiramente gostamos. Sem ninguém que nos aprecie.

São poucos, aqueles que vivem a vida como querem e com quem querem.

Com o passar do tempo vamos tendo tendência para nos resignar e conformar com o que temos, não nos interrogando se somos felizes. Temos medo de estar sozinhos, o fracasso incomoda-nos e não acreditamos que um recomeço possa trazer algo de novo e/ou diferente.

Por isso não esquecer de apregoar aos sete ventos de que a nossa vida é muito gira e de que somos muito felizes. Estar sempre de bom humor. E nunca dizer o que realmente se sente.

Há por aí muita solidão encapotada.

Comments:
Olá!
É a primeira vez que comento o que escreves, mas já vim muitas vezes "ler-te", e frequentemente com prazer.
Devo dizer-te que me toca muito o que escreves, a maior parte das vezes.
Mas o teu post de hoje, em particular, reflecte muito o que penso acerca do assunto que referes – a solidão e, no fundo, a péssima gestão da dádiva que é a vida.
Confesso até que esta coisa dos “blogs” me impressiona um pouco, penso recorrentemente que é mais um escape ilusório para a solidão, tanto mais ilusório porque parece fugir ao esquema habitual de contactos virtuais fáceis e sem conteúdo sms, e-mail, chat…), dada a qualidade de tantas das coisas que aqui aparecem.
Mas confesso também que tenho encontrado aqui alguns “donos de blogs” (nomeadamente o Klepsidra) que não me parecem nada entrar dentro desse esquema de fuga, bem como tu! Parecem-me bem saudáveis, pessoas que usam a net apenas como mais um meio para partilhar, e não como refúgio.
Não que a net seja responsável pelo aumento da solidão, num primeiro momento, mas tem-me parecido que cada vez mais se torna mais um “vício” alienante, reforçando fugas e frustrações, é tão fácil estar “aqui”!
Em suma, parabéns pelo post, está brilhantemente escrito, com o coração e ainda por cima com arte!
…e desculpa o atrevimento, sê feliz, sempre que puderes!
Adoro os teus girassóis.
Ana.
 
...é engraçada a palavra 'solidão'...desde pequeno fez-me sempre lembrar que é talvez a palavra com mais sol do léxico luso...'solidão' parece-me ser um sol grande...um sol talvez sem girassóis?..
 
Este texto não podería refectir melhor o que se passa nos dias de hoje... Devem haver poucas pessoas que que têm a felicidade de nunca terem sentido um pouquinho de solidão, por qalquer dos motivos enumerados.
Nem que seja porque estão cada vez mais viradas para si próprias, para os seus gostos e desejos e não querem abdicar disso por qualquer relação por inteiro, que obviamente implica entrega, partlha, compreensão,...
É assustador....
 
sim.
belo post.
abaixo os capotes!
viva a pele desmaquilhada!
um beijinho.
 
Ola trinta permanente,como "bom rapaz" que sou este teu post não me podia escapar em vão...é uma grande verdade tudo o que dizes,a verdade é que as pessoas estão cada vez mais isoladas do mundo,a verdade é que a internet ajudou muito a isso..mas foi apenas um reflexo de uma vontade que muitas pessoas ja tinham..é triste mas é verdade! as pessoas têm que acreditar em si e tomar noção do real! refujiarem-se em blogs ou chats é apenas atirarem areia para os seus olhos..a verdade é que todos nos sentimos mais(supreendentemente) a vontade para falar com um estranho(via net) do que ser-mos abordados na rua...é altura de no abrir-mos ao mundo e recebermos os estimulos exteriores com uma verdadeira pujança vital! compreendo que a vida seja dificl para todos,mas a solidão não apareçe em casa sozinha,quase sempre somos nos que a construímos ou chamamos,será muito fácil chegar a casa cansado e ir a net ver quem está,do que sair de casa no meio de um temporal e estar com os amigos em amena cavaqueira..(sem duvida que prefiro a cavaqueira),não nos podemos sentir vitimas..quando as coisas estão mal,ha que mudá-las! quem se sente obstruído e corrompido por uma cultura cada vez mais electrónica,deve sair de casa e lutar contra isso! quantas vezes quem se queixa tanto de solidão,é amargo e frio para quem se aproxima de si?(bem sei que isso é uma consequencia,mas ainda assim)..deste modo em minha opinião a internet não é culpada de nada..é apenas o refugio que muitos encontraram para a sua auto-satisfação,um bom porto para os que deixaram de acreditar no mundo real!
Quanto a mim sou um utilizador regular de internet,não gosto de chats porque os acho inúteis e aparentes..quanto aos blogs,uso,e são uma excelente maneira de nos expressarmos...isso não significa que não haja tempo para vivermos para sermos aquilo que cada vez menos somos..um ser social!
 
Vi as tuas fotos. És gira.
Sobre solidão, é muito isso.
 
Li o teu texto com muita atenção, e analisei os tipos de solidão que enumeras-te, com os quais concordo, mas na minha opinião esqueceste o mais importante, que de certa maneira está na origem dos outros todos. A solidão de nós mesmos. Esta é que abre as portas a todas as outras.
Beijinho do pai
 
Olá. Gostei bastante do post. Bastante lúcido, como sempre. Enumeraste vários tipos de solidão (e também de enganos a nós próprios) com que vamos vivendo o dia-a-dia. Infelizmente é assim. E como já disseram nos comentários na origem destas solidões todas está a solidão de nós mesmos. Aquela que é mais dificil de diagnosticar e de assumir.

Beijinhos
 
   Ω   Tintapermanente [...] não é por nada, mas acho que já nos comentámos mutuamente quando eu flutuava por outros territórios que não o meu actual.   Ω   Mas isso são águas passadas [...] e o teu post silencioso atraíu-me a atenção   Ω   e aqui permite-me a discórdia sobre o aspecto em causa "a solidão" [...] eu penso precisamente o contrário do que afirmas e até seguiria aqui o meu raciocínio   Ω   não fosse ele tão longo, e logo ocuparia quase todo o teu espaço em disco   Ω   aliás, provavelmente nem o conseguiria publicar.   Ω   Assim, fica aqui registado o convite   Ω   para vires ver a 'Arte' exposta no meu território.   Ω

   † Beijocas e inté †
 
Ena, quanta amargura... Assim não! Não te esqueças que a solidão é natural do ser humano. Basta aceitar o que é imutável, mudar quando não estamos bem e não desistir! Há que ser óptimista, porque a má solidão é um bicho que cresce se o alimentarmos. E isso não queremos pois não?
 
Concordo com a solidão encapotada mas discordo da inevitabilidade da mesma.

Nós os 2, por exemplo, somos estranhos que se visitam na net.

Lembro-me de te ter convidado para apareceres nas Azenhas para nos copnheceres, a mim e à minha cara metade. Sempre recusaste com educação.

portanto, a solidão é sempre uma opção. É uma escolha e não um designio inevitável.

Amanhã vou reformular um novo convite para a inauguração de uma exposição no sábado, onde nós vamos estar, pois fazemos parte da organização.
Porque não apareces pelas 18:30 no sábado?

Um abraço do desconhecido das azenhas.
 
Sábias e verdadeiras palavras doce Trinta. A solidão corrói o espirito e maltrata a alma aos mortais. Muitas vezes sem se dar por isso, mesmo que rodeado de muitos outros, ela (a solidão) está lá. Encapotada, fazendo o seu trabalho. Beijos, lá da terra do Nunca.
 
Um belissimo texto que aborda inteligentemente uma das questões mais complexas dos dias de hoje...

Mas, a pior das solidões é aquela que se sente, mesmo estando acompanhados...

Um beijo
 
Cara Tinta,

Cheguei aqui pela Guerra dos Sexos.

Vi, li e gostei.

Já tive muito sozinho, numa época em que nem havia net, e consegui quebrar esse cerco. Talvez por isso estranhe os actuais solitários. É que tenho sempre a sensação que se queixam de barriga cheia...

Mas cada um terá a sua história.

Concordo com o que aqui já foi dito, que os blogs, mesmo que involuntáriamente, são um meio de conhecer pessoas ou de establecer relações.

Tenho de cá vir mais vezes, cara Leoa...

PS: Muito bom o link que deixas-te no Guerra dos Sexos!
 
Soube-me muito bem ler-te, hoje e agora.
Não podia concordar mais contigo!
E é bom ver que mais pessoas pensam como eu.

A solidão é, sem dúvida alguma, um problema enorme, que afecta a nossa vida. E todos sofremos dela, quer tentemos ou não pôr-lhe uma máscara mais ou menos bonita.

Cada vez mais as pessoas se rodeiam de outras pessoas, a maior parte das vezes virutalmente, mas na realidade estão e sentem-se sós.

Há solidões piores que outras, mas todas provocam dores que muitas vezes não sabemos combater.

Um óptimo tema para debate! :)
 
Há já algum tempo que passo pelo teu "jardim de girassóis" e decidi comentar porque realmente é merecido. Nem que seja só mesmo para dizer que o texto está muito bem escrito, para além de revelar a verdade ainda encoberta que se "vive". Sim, porque viver assim, na solidão não é viver, é sobreviver.
Quanto ao "escape" dos blogs, vejo-o apenas como mais um instrumento/meio de revelar e dar a conhecer algumas ideias, experiências, coisas que queremos dizer. Não é, pelo menos para mim, local de "escape" e de "encontro".
Continua, fica bem!
 
É UMA REALIDADE... FAZEMOS NÓS O QUE REALMENTE QUEREMOS? SOMOS NÓS PRÓPRIOS OS CULPADOS DA NOSSA SOLIDÃO?
gostei do blog... interessante
se quiseres visitar o meu: www.anaccruz.blogspot.com
 
Gostei muito do visual do teu blog, adoro o amarelo dos girassóis. Quanto à solidão... ela sempre existiu e sempre vai existir, cabe a cada um não se deixar mergulhar nela. :)
 
Faltou talvez referires a solidão omnipresente que pode ser sentida por mais amigos que se tenham ou por mais pessoas que nos rodeiem. A solidão de quem não encontrou nunca alguém que compreenda.
 
Foram muitos anos de estrada
para aprender a morrer sozinho
num mundo de não coisas.
Também necessitei comer palavras
para saborear poetas de primeira,
sentindo que Ginsberg e cummings são visíveis
nos propósitos, enquanto Pessoa
oculta-se sob diversos disfarces.
Difícil foi ver os amigos se transformarem
em idiotas viciados em tevês a cabo, empregos seguros
e sexo fácil. Eles, os meus parceiros de
fogos de artifício, procuram se mostrar
muito controlados, preparando o próprio velório
com flores de plástico e o mofo da melancolia.
Os galos cantam a qualquer hora da madrugada,
a chuva cai sem parar ao amanhecer
e as vamps que incendiavam o meu corpo,
estão gordas, brochas ou partiram dessa para melhor.
Não posso mergulhar no fundo dos olhos alheios,
temo encontrar a fúria dos enfadonhos
e debaixo dos lençóis, acordado, sonho
com histórias zens que alguém inventa por mim.
Um grilo canta, canta, canta;
sombras líquidas, desalinhadas.
Os cinzeiros estão vazios,
nenhuma tatuagem na carne
e a memória com poucas possibilidades
de saudades. As horas passam,
uma gota d’água na pia,
dentro do meu coração ouço outro coração debilitado,
e as borboletas amarelo-pálido que bailam à beira da janela
são de papel de seda japonês...
(...)
 
Sabeis o que significa a solidão, estais cônscio dela? Duvido muito, porque todos nós vivemos mergulhados em nossas atividades, nos livros, relações, idéias, que nos impedem de estar cônscios da solidão. Que se entende por solidão? Uma sensação de estar vazio, de nada ter, de extraordinária incerteza, de não se estar ancorado em coisa alguma. Não é desespero, nem desesperança, mas um sentimento de vácuo, de vazio, de frustração. Todos nós, por certo, conhecemo-lo; os ditosos e os desditosos, os que trabalham muito e os que estudam muito — todos o conhecem. A sensação de uma dor real e persistente, dor que não pode ser abafada, por mais que tentemos abafá-la.


Acerquemo-nos mais uma vez deste problema, para vermos o que de fato ocorre, o que fazemos, quando nos sentimos sós. Procurais fugir ao vosso sentimento de solidão; tentais prosseguir, engolfando-vos num livro, seguindo um guia, indo ao cinema, cooperando diligentemente em obras sociais, ou pintando, ou praticando devoções e rezas ou escrevendo um poema sobre a solidão. Isso o que de fato se passa. Tornando-vos cônscios da solidão, da dor que ela causa, do temor extraordinário e insondável que a acompanha, buscais um meio de fuga, e este meio de fuga se torna mais importante do que tudo, sendo por isso que vossas atividades, vosso saber, vossos deuses, vossos rádios são tão importantes, não é verdade? Quando se dá importância a valores secundários, eles nos conduzem ao sofrimento e ao caos; os valores secundários são, necessariamente, valores dos sentidos; a civilização moderna, baseada que está nestes valores, proporciona-nos esses meios de fuga — fuga através de nossas ocupações, família, nome, estudos, a arte, etc.; toda nossa civilização está baseada nesta fuga, alicerçada nesta fuga. Isto é um fato.

Já tentastes alguma vez estar sós? Se o tentardes, vereis como isso é extraordinariamente difícil e quão inteligentes precisamos ser, para podermos estar sós, porquanto a mente não nos deixa estar sós. A mente se inquieta, recorrendo aos costumeiros meios de fuga, e, por conseguinte, que estamos fazendo? Estamos procurando preencher este vazio extraordinário com o conhecido. Achamos meios de estar ativos, de trabalhar para o bem-estar social. Estudamos. Ligamos o rádio. Estamos enchendo aquela coisa que não conhecemos, com as coisas que conhecemos. Tentamos preencher o vazio com conhecimentos variados, relações, coisas de toda ordem. Não é exato isso? É assim que funcionamos, assim que existimos. Ora bem, depois de reconhecerdes o que estais fazendo, pensais ainda que se pode encher aquele vazio? Já tentastes todos os meios de preencher o vazio da solidão. Conseguistes preenchê-lo? Tentastes o cinema, infrutiferamente, e agora saís no encalço dos gurus, ou vos entregais aos livros, ou vos tornais muito ativos, socialmente. Conseguistes preencher o vazio, ou apenas o tapastes? Se o tapastes apenas, ele continua a existir, e portanto, voltará. Se conseguis escapar-lhe de todo, sois trancados num hospício ou vos tornais extremamente embotados. É isso que está acontecendo no mundo.

Pode esse vazio, esse vácuo, ser preenchido? Se não, pode-se fugir dele, escapar-lhe? Se já experimentamos um meio de fuga e vimos que é sem valor, todos os outros meios de fuga não são também sem valor? Não importa que preenchais o vazio com isto ou com aquilo. A chamada meditação é também uma forma de fuga. Pouco adianta mudar o meio de fuga.

Como então, descobrir o que se deve fazer a respeito da solidão? Isso só se pode descobrir quando desistis de fugir, não achais? Quando estais dispostos a fazer frente ao que é — o que significa que não deveis ligar vosso rádio, o que significa que deveis voltar às costas à civilização — então a solidão chega ao seu fim, porque se transformou completamente; já não é solidão. Se compreendeis o que é, o que é, então, é o real. Porque está sempre ocupada em evitar, em fugir, em recusar-se a ver o que é, a mente cria seus próprios obstáculos. Temos tantos obstáculos que nos impedem de ver, que não compreendemos o que é e fugimos, por isso, da realidade. Todos esses obstáculos foram criados pela mente, para não ver o que é. Para ver o que é, torna-se necessária não só muita capacidade e muita vigilância de ação, mas, também, que volteis as costas a todas as coisas que construístes, ao vosso depósito no banco, ao vosso nome, e a tudo o que chamamos civilização. Quando se vê o que é, a solidão se transforma.

Krishnamurti – A Primeira e a Última Liberdade
 
este texto é sobretudo um acto de lucidez. Pessoalmente não tenho nenhum pudor em assumir alguma solidão, pese embora o meu trabalho que me obriga a conhecer imensa gente.
Mas conhecer não significa convívio.
Parabéns pela lucidez.
Um beijinho
 
a solidao as vezes pode ser necessaria; espero que ja tenhas experimentado esse tipo de solidao que e bem melhor do que as outras.
acrescento so a solidao de amar quem nao se escolhe (nao e sempre assim?): sendo amados por quem nao queremos, esperamos sos quem nao nos ama. estar so totalmente, nao quero acreditar. parece-me pretencioso da minha parte...
 
solidão, essa desconhecida solidão.
gosto de estar na solidão dos meus pensamentos.
gosto da solidão dos meus sonhos
gosto da nostalgia da solidão.
gosto da musica que nos arrasta pela solidão.
eu sei que parece sórdido, mas gosto de p+assar de vez enquanto por esse estado de espirito, que me obriga a escrever.
 
Subscrevo a tua análise por lúcida que é, a solidão é um flagelo real do qual não nos devemos esconder.
Excelente análise, bora lá viver TODOS! Bjx
 
o que eu mais gosto de ler é o "o barro na parede" quer-se dizer a descreveres a solidão em que se sente parte desta sociedade e em chat's e vem nos comentário o barro para a parede.

A gaja é gira, sim ela sabe que é, a gaja é boa, sim ela tambem deve saber se é ou não, o que importa é o que a gaja escreve, e não creio que um blog seja um escape para a solidão, parece-me mais um dar-mos a conhecer um pouco de nós proprios a quem nos quer ler e ou comentar.

assim concordo plenamente com o comentário da ana m.c.s.
 
Como é bom encontrar pessoas que dizem a verdade sem rodeios.
 
É verdade que há muita solidão encapotada.
E há gente que vive como quer, com quem quer, uns menos, outros mais. Claro que há de tudo.
Por mim, tudo bem!
E apregoar aos sete ventos que somos felizes? Também há quem o faça e quem se esforce em mostrar o que não é, ou que não sente, ou que não acredite.
Por mim, tudo bem!
O oceano é enorme e cabem todas as embarcações lá dentro. Cada ponto invisível, por sobre as ondas, pode ser alimento de cada uma. Mesmo que a solidão seja uma solidão de tudo.
Mesmo que o céu, encoberto e sombrio, teime em ocultar o sol que está a por-se, eu sei que amanhã ele vai nascer de novo...
 
Concorco contigo. Não concordo em esconder a solidão. Eu vivo sózinha por opção, mas não estou só. Estou comigo e isso faz-me sentir bem. Por vezes, fa-me falta alguém., mas em vez de ir procurar desesperadamente e meter-me em situações... desesperantes, fico em casa. A aprender a viver comigo.
Quanto a alguém que possa aparecer, vai aparecer qdo eu não estiver desesperada. Um beijinho
 
Chiiiuuuu... Nao digas isso alto.
 
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
Enviar um comentário

[Top]