<$BlogRSDURL$>

Do mal o menos

segunda-feira, julho 11, 2005

Casamento!? 



O Patrick, baseado no Zuco publicou um post a meu ver muito realista sobre as relações light e serias. A chegada desfasada do momento: - vamos casar? na relação e a consequente atitude da mulher e do homem.
Ele desenvolve a seguinte, interessante, analise.

"Nas relações light (...)a palavra de ordem é prazer ao máximo e vivência a dois reduzida ao mínimo. Será um reflexo da nossa sociedade de consumo?
Se assim for, penso que a coisa fica justificada e tudo não passa de uma busca da “marca” ideal, para assim, nos fidelizarmos nela. Mas entretanto, nada como ir provando as novidades que o mercado nos oferece.

Mas neste momento surge a minha dúvida. Será que as relações “light” e as relações ditas mais sérias são assim tão diferentes. Senão vejamos, qual foi o homem que não passou pelas seguintes situações ou algo similar, numa das suas relações mais serias:

- O ultimato – “ Namoramos há X anos ou casamos ou acabou-se tudo”
- O aviso – “ só pensas nos teus amigos…em sair…quando começas a pensar em comprar uma casa para nos juntarmos?”
- A planificação unilateral – “ quero casar dentro de um ano e ter um filho dois anos depois de casar”

Claro que existem mais situações, mas o que interessa aqui, é que todas estas situações são levantadas pelas mulheres. São elas que nos vão empurrando para a beira do abismo, onde só existem duas soluções, ou a morte libertadora (saltar) ou a morte lenta (casar). Eu digo, apesar das vertigens, a queda livre continua a ser um desporto sem igual.

Agora as mulheres que me expliquem, como podem ter a lata de dizerem que só fazem as coisas quando vos apetece, quando os homens têm de fazer obrigatoriamente tudo o que vocês querem no timming definido por vocês, caso contrario, todo o vosso amor evapora-se mais rapidamente que uma gota d’água num deserto.
É que não consigo entender como alguém pode dizer “ amo-te muito” num momento e passados uns dias, diz algo do género “…a nossa relação acabou porque tu nunca mais quiseste ir ver casas, nunca mais mostraste interesse em casar…”.
Será que o sucesso de uma relação está dependente da existência de um casamento? Quem diz casamento…diz outra coisa qualquer."


Infelizmente tive de concordar com ele. Mas como não podia deixar de ser salvaguardo aqui a posição da mulher.

PRIMEIRO; o que distingue as relações light das serias é a conversa, a ansiedade, o medo. Se deixarmos a relação fluir naturalmente esta tomará o seu rumo ou não. É utópico definir o que se quer logo à partida. Nem se pode definir logo uma relação como light com medo de envolvimentos maiores [atitude tipicamente masculina]; nem se pode querer garantir à partida que aquela situação evolua necessariamente para outro patamar [atitude tipicamente feminina].
SEGUNDO; é natural que quando haja conhecimento, empatia, harmonia, intimidade e amor, quem seja maduro, queira evoluir para uma relação mais estruturada e madura.

As mulheres têm a tendência para pensar que se está tudo bem e não querem casar, então é porque só querem ir para a cama com elas. E isso provoca-lhes tanta repulsa como aos homens a situação inversa. Pensam imediatamente, que um dia aparecerá outra por quem eles se apaixonarão e aí já quererão construir uma vida em comum.

Não deixo, no entanto, de dar razão ao Patrick quanto aos ultimatos. Não levam a lado nenhum, a não ser levar o outro a tomar a atitude contraria. Penso que a pretensão das mulheres com estes ultimatos é apenas de terminar a situação, levando o outro a pensar que ele é que não quis. Saiem airosamente, isentando-se de culpas com a certeza que o outro nunca mais as irá chatear. Ninguém quererá ou gostará que o seu parceiro tome alguma atitude obrigado. Porque será perseguida pelo fantasma da eminente perda ou infidelidade, visto saber que a decisão não foi tomada de livre vontade. [mas sinceramente acho que posso estar enganada].

Ou seja, não querer casar é sinonimo de desamor ou de incerteza de amar o suficiente. Estes desfazamentos de timming, envolvimento, quereres e amores são muito dificeis de ultrapassar. Causam muito mau estar, conflitos e má vivência. É fácil perceber pelas atitudes e posturas que o outro não está na mesma onda. E aí terá que se gerir o conflito de interesses. Se conseguirem faze-lo em conjunto, óptimo. Se não, acho que neste tipo de situações o final será sempre a ruptura ou a infidelidade.

Comments:
Lá dizia Fellini através dos filmes que o homem é um nómada em absurdum e a mulher sedentária... Mas enfim, o Coroneu acha que há temas mais profíncuos sobre os quais teorizar. O tema homem-mulher nunca se esgota per si e é fascinante por isso, mas é puramente subjectivo e nunca uma 'teorização' sobre o assunto no sentido lato da coisa ajudou ou resolveu problemas... Mas isto é só a opinião do Coroneu ;)
 
Não há que ter medo das responsabilidades, mas os compromissos sérios tem de ser bem ponderados.
 
nunca fui pessoa de catálogos e como tal não se podem catalogar relações, cada um vive a vida da melhor maneira possivel e então se tiver o encanto de viver a vida a dois ou não depende da vontade, da alma e da forma como cada pessoa está para a vida, o importante mesmo é sentirmo-nos vivos e acima de tudo viver em vez de sobreviver, bjs
 
Por acaso eu acho que há uma "tentativa" de valorização das relações ligth (Patente em N media e "fazedores de opinião")em detrimento das heavy, dai ter escrito "The Charge of the ligth Brigade".

Normalmente são pessoas na casa dos 20 e muitos - 30, que já tiveram uma má esperiência e que por isso optam pelo mais fácil: Não se envolverem.

BURROS!!
 
Áh é verdade: O casamento?
O casamento é FIXI :)!!! Eu gosto MUITO de estar casado!
 
Gostei da tua abordagem.
Estas coisas do amor não se planeiam. Sentem-se.
O light passa a "hot"num instante...
Se for caso disso.
 
Achei imensa piada à forma como pegaste neste assunto com inspiração em dois tão ilustres P.U.T.A.s

Estava curiosa em conhecer-te e vim ao teu cantinho e deparei-me com este texto. Acho realmente que como diz o meu amigo Zuco estas coisas do light são uma defesa... se quem assim opta é burro já não sei bem. Cada um sabe de si. Durante muito tempo fiz a mesma opção e não me sai muito mal...

Mas realmente não há nada como deixarmo-nos ir na onda e embrenharmo-nos nas coisas, talvez até possamos sofrer mas arriscamo-nos a ser verdadeiramente felizes. Não é assim que vale a pena?

Um beijo
 
Tudo isso é conversa que só tem sentido na perspectiva do casamento. Para mim tudo errado.
O casamento é uma convenção social que nada tem a haver com os sentimentos e as emoções. É o estabelecimento de uma ordem na desordem humana.
O importante, isso sim, é o relacionamento, mais light menos light, mais sério menos sério, não sei bem qual a diferença, não interessa. O importante é a partilha e na partilha é que as pessoas se identificam. O casamento pode ser a formula mágica para conseguir a união de duas pessoas onde a partilha não existe. A partilha é o mais importante, tão importante como a sua dificuldade.
Um beijinho do pai
 
E erra-se tanto com teorias...relacções lights, relacções sérias.

A relacção seria séria porque? Porque é monogâmica ou é relactiva a tempo? Há mulheres e homens confrontando e errando e planejando, mas será amor mesmo? Não creio.

Acredito mais em hábito pelo tempo. E a preocupação com a sociedade se se mantiverem solteiras? "O que vão pensar?!! Ohhh!"

E desde quando "light" é relacionamento? Para qual dos dois? Se nem falam a respeito..não há a "tal" intimidade.

É realmente blá blá blá..ora, se amem! Tem vontade de ficar juntos? Morem juntos ou casem, tanto faz! Esqueçamos o "raio" do dinheiro, da divisão dos bens, da casa da família se houver separação. Só saberemos se será para sempre se iniciarmos.

Desculpe-me, mas ando sem paciência principalmente com a "lógica" masculina e com a teorização do amor.
 
parece-me que anda tudo com certezas a mais...
ou será essa a forma que se arranja para lidar com as inseguranças/desencantos/riscos que tudo implica?
 
Na minha terra dizém: olha aquele está junto com aquela e pronto papeis para quê!?
 
então e os ultimatos? ninguem comenta?
 
Mas comentei sobre os "ultimatos" :S...pensei que havia ficado subentendido quando critico a preocupação com o pensamento da sociedade a respeito da "solterice".
O que "os outros vão pensar" estraga qualquer relacionamento.
 
Os últimatos: “ Namoramos há X anos ou casamos ou acabou-se tudo”
“ só pensas nos teus amigos…em sair…quando começas a pensar em comprar uma casa para nos juntarmos?”
“ quero casar dentro de um ano e ter um filho dois anos depois de casar”
Acontece sim senhor. E pergunta o Coroneu, não haverá ultimados também do homem em relação à mulher? Humm, o Coroneu vai ficar a pensar nisso...
 
Posso estar engando mas esta conversa cheira-me a muita insegurança ... Será?!
 
Como já tinha comentado no blog do patrick, não concordo com os ultimatos. Quando duas pessoas se gostam à coisas que fluem naturalmente e todos os relacionamentos maduros têm fases. É obvio que o que se pretende é que cada uma dessas fases seja um passo dado em frente no relacionamento dos dois, se isso implica um casamento, um viver junto ou qualquer coisa do género isso vai depender de cada um e do relacionamento que à partida têm. Se essa vontade for comum...é só dar mais um passo...de tantos outros que podem vir a dar-se numa relação que se quer para durar. quanto às outras(relações)são passageiras...e por isso tem a importância que lhes quisermos dar!
 
Ultimatos

Não é a primeira nem será a última relação que vejo terminar ao fim de 8/10 anos.
Excesso de tempo? Poucos ultimatos? Muito deixa andar?
Num dos casos o ultimato foi mesmo colocado em cima da mesa e ele não o aceitou. Depois ela partiu para outra, casou e teve um filho.
Pelo caminho o ex namorado ainda a “quis demover” com uma tentativa de suicídio.
-------
A verdade é que deve de existir qualquer coisa nos genes que empurra a mulher a querer "organizar-se" mais cedo. Se pensarmos bem, nós tendemos a "ficar fora do prazo" de um ponto de vista maternal, rapidamente. Como se a natureza só nos aceitasse "a bem" num determinado período. Eles não... podem ter filhos até tardíssimo.
Quando começam a ter mais estabilidade material, os filhos que mais desejam são as aparelhagens, os grandes carros, o rádio “xpto”... Se puderem adiar a saída de casa dos papás ou a entrada na sua casa de um “extra”, adiam... até ao limite.
Ou seja... As relações vão-se degradando por uma rotina pré casamento (ou viver juntos) e as mulheres começam a ver o caso mal parado... o investimento em anos e anos de namoro que depois não dá os frutos esperados (crianças...).
Recomeçar de novo é complicado. E podemos observar os novos namoros durarem pouquíssimo tempo e transformarem-se rapidamente em casamento (ou viver juntos). Desta vez elas já vão muitas vezes lançando os ultimatos rapidamente e a eles também já não lhes apetece novamente o desgaste do terminar do novo namoro, não aceitando as regras.
Será que estou a ser redutora e a passar o Amor a mero adereço na perpetuação da espécie? Não me parece. O que acho é que existem formas idênticas de ser, com base em funcionamentos que vão para além do que é “racional” passando a ser muitas vezes algo instintivo.
O que não implica que tirando alguns ultimatos delas e fugas deles… a relação não possa basear-se em real amor. Mas esse amor gira também à volta de antiquíssimos “hábitos” humanos.
 
Enviar um comentário

[Top]