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Do mal o menos

terça-feira, outubro 04, 2005

Transcendencia 


Em determinados estados alterados de consciência proporcionados pela meditação, podemos ter acesso ao nosso EU, utilizando a nossa imaginação através de imagens - a linguagem da nossa alma - e ascender a um reino habitado por TODOS. I.e, ao atingirmos estes estados profundamente, alterados de consciência, chegamos à conclusão que dentro de nós habita um EU transcendental, imortal, idêntico ao fundamento do universo.

A questão está em desassociarmo-nos da dimensão espaço - temporal, onde o nosso EU corpóreo habita, para acedermos ao espírito, ascendermos ao supremo conhecimento - Sabedoria.

Descobrir que o labirinto afinal é um puzzle onde todas as peças se encaixam.

No UNO universal, liberdade - imortalidade e dimensão espaço – temporal coexistem. Elas tocam-se numa realidade não ordinária, num território homogéneo onde só podemos aceder com uma pratica espiritual profunda. Morte e vida emergem, assim numa realidade coesa e contínua.

O caminho da meditação é disponibilizar a qualquer um a "chave de acesso" - Imaginação. Não como uma realidade inventada pela nossa mente e por isso irreal, mas como uma outra dimensão de realidade, desta feita, revelada.


Posto este raciocínio, resta-me concluir e interrogar o seguinte:
Se temos de nos despegar/ desassociar da dimensão tridimensional onde existimos como seres humanos, para atingirmos níveis de consciência superiores, de modo a sermos clarividentes, e conhecermos quem somos verdadeiramente; TRANSCENDENCIA.

Facilmente concluímos que estamos “fora de CASA”.

Será, então, que os mortos somos nós?

Comments:
Porque é que me saltam à mente palavras como Espiritualidade e Yoga?
Bem, acho que o facto de atingirmos estado superiores de consciência não é sinónimo de estarmos/sermos mortos. Antes pelo contrário, adquire-se um energia de tal ordem superior que nenhum "morto" poderá ter. Quanto ao facto de estarmos fora de casa apenas quer dizer que estamos num lugar diferente, num estado diferente, em algo novo e nunca antes experimentado.
Não, nao creio que os mortos sejamos nós!
 
Mortos estão aqueles que não conseguem, de vez em quando, sair de casa :) Estou actualizando leituras. Beijokas, Betty
 
Mortos? Nós? TranscendÊncia?
Muita complexidade...
Mas longe de nós considerarmo-nos mortos!! Atingir outros patamares...Sim!
 
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
Gosto da tua lógica transcendental. Vida e Morte na coexistência e conciliação dos contrários. Como nos dizia Heraclito de Éfeso e, de certo modo, Antero do Quental neste poema, que, creio, Kant aprovaria:


TRANSCENDENTALISMO

Já sossega, depois de tanta luta,
Já me descansa em paz o coração.
Caí na conta, enfim, de quanto é vão
O bem que ao Mundo e à Sorte se disputa.

Penetrando, com fronte não enxuta,
No sacrário do templo da Ilusão,
Só encontrei, com dor e confusão,
Trevas e pó, uma matéria bruta...

Não é no vasto Mundo - por imenso
Que ele pareça à nossa mocidade -
Que a alma sacia o seu desejo intenso...

Na esfera do invisível, do intangível,
Sobre desertos, vácuo, soledade,
Voa e paira o espírito impassível!


A. Quental
 
Ora aqui está um bom post sobre o qual meditar neste feriado!
 
só não o sabemos...
 
LInda, obrigada por me alertares para este teu post. Eu tenho uma outra opinião. A nossa Alma escolheu vir às 3D para experimentar, aprender. A ideia é baixar a vibração ao máximo para aprender. Quando baixas a vibração ao máximo o que acontece? Só dá para ir para cima... Como Uno que somos já cumprimos a nossa missão. Já descemos à mais baixa vibração colectivamente. É por isso que a Terra está a ser inundada de vibração de Amor Incondicional. Para que as nossas Almas comecem a aumentar a sua vibração gradualmente para voltarem ao que sempre foram (e que na realidade nunca deixaram de ser).
No entanto, há muitas pessoas a quem o Amor Incondicional ainda assusta. São essas que o rejeitam e tornam-se violentas. Elas não entendem o que se passa... nao sabem o que lhes está a acontecer. Pensam demasiado e sentem pouco.
No entanto, elas vão lá chegar. Com o aumento vibracional de todo o planeta essas pessoas vão aceitar o Amor que lhes é dado.
Fiz-me entender? Isto é capaz de estar baralhado.... Beijinho muito doce
 
Muito bem, voltas a pôr as pessoas às avessas.
Nós não somos os mortos nem tão pouco os vivos, somos a ilusão criada pelo sensitivo.
O sensitivo provoca avirtualidade, da existência na inexistência.
Tudo o que quizermos conseguir por qualquer processo transcendental, tomando o trancendental como o processo de tentarmos dissociarmo-nos da realidade que nos rodeia, nada mais será conseguido do que algo que tem que caber no mundo dos sentidos e cognitivo. O simples acto de usar o processo é a prova evidente de queremos estabelecer um diferença, e na inexistência, no incriado não há diferenças só a intagibilidade. Se nós, como dizes somos o UNO, o que é que vamos procurar? regras para o próprio UNO? o UNO conforme a palavra indica, é indivisível, é o todo indissociável. Nós somos o escuro de uma lâmpada apagada na escuridão, ou seja fazemos parte do todo sem termos a consciência disso. Já me alonguei muito, fico por aqui.
Um beijo do pai.
 
Depois de ler o teu texto d'alto a baixo, duas ou três vezes, e concordando com uma passagens e não entendendo outras, hesito um pouco no comentário a fazer.
Todos nós "encaixamos" em muita coisa que nos parece familiar e também "sentimos" que "a nossa verdade" não se ajusta a outras coisas que lemos.
Há formas de meditação que nos confundem; nenhuma confunde a linguagem que a minha alma conhece: os sentimentos. O meu Eu corpóreo habita num mundo físico a três dimensões, mas o meu Eu superior tem o conhecimento natural que é transitória esta esperiência, e quando chegar o seu momento, unir-se-à ao Todo a que pertence.
O mundo à nossa volta e Deus (como Tudo O Que Existe) "coexistem", porque, simplesmente, são "tudo o que há". O mundo físico, onde habitamos, os nossos corpos físicos que o habitam, NÃO ESTÃO DESLIGADOS de nada! Ninguém está separado de ninguém! Aquilo que dou a outrem recebo em troca. A experiência que proporciono a outra pessoas, vou experimentá-la um dia!
A morte é vida em evolução. Morre-se para se continuar a viver. As nossas células sabem isso. O nosso Eu sempre o soube. Nada desaparece com a "morte". O Eu de mim que é imortal irá evoluir biliões de vezes nas mais diferentes formas.
Ninguém "está fora de casa", porque a "casa" é só uma. Poderei sempre "mudar-me" de uma sala para a outra. Nada é permanente.Tudo muda a cada instante, considerando que tudo está acontecendo "ao mesmo tempo"…
Ser transcendente é próprio do ser humano. É o seu desafio mais grandioso. É na transcendência que ele vai buscar a capacidade de procurar, a cada instante do agora, criar uma versão de si mesmo cada vez mais grandiosa e sublime.
Tudo o que é de natureza superior, aparentemente separado do mundo sensível, desafia a mente humana. Como diz Brian Weiss: "Nós somos eternos. As nossas almas nunca morrerão. Assim, devíamos começar a agir como se soubéssemos que a imortalidade é a nossa benção. Ou, de forma mais simples, devíamos preparar-nos para a imortalidade - aqui, agora, hoje e amanhã e todos os dias do resto das nossas vidas."
 
Um texto que li pausadamente e que dá uma boa reflexão.
Voltarei a ele, ao fim do dia... porque num dia feriado, a pensar no almoço que estou a fazer para a família não dá, Menina dos Girassóis. Tens um para colher no meu Blog, com desejos que tenhas um bom feriado ;)

Um abraço ;)
 
Transcendência?
Hum!
Que tema e que questão?
Metafísica/filosófica ou biológica será a resposta?!
A transcendência, não será mais do que a capacidade de utilizar "outras" capacidades do nosso cérebro, pela meditação/respiração "elevarmo-nos" a um estado mental de maior conhecimento? Claro que sim, mas em casa.
A separação alma-matéria enquanto consciente, será o atingir o ponto máximo do conhecimento, ou perfeição?!
Podemos sempre caminhar nesse sentido. Existindo.
Bjx e boa meditação.
 
Estados superiores porquê? Serão estados diferentes, mas a conotação superior já é bem duvidosa. Os ébrios e consumidores de droga atingem estados de 'transcendência' também e não parece ao Coroneu que saltem para níveis superiores... São abstrações pura e simples. O Coroneu gosta mais de experimentar tudo em todas as cores e em quanto mais dimensões melhor :)
 
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